O branding invisível

Branding é um assunto muito extenso e muito mais intangível do que tangível, por isso mesmo é que nem todo mundo gosta.

É sabido que boa parte do valor de grandes empresas é atribuído ao valor de suas marcas, mas como definir este valor para quem precisa tangibilizar em números?

A Neutron LLC comparou alguns destes aspectos difíceis de demonstrar, separando o que pode ser visto do que não pode ser visto assim tão facilmente:

invisible branding

Do lado do Branding Visível:

  • garantias
  • anúncios de propaganda
  • comunicação com parceiros
  • fotografia
  • presença online
  • propaganda com foco na definição do posicionamento estratégico
  • anúncios para gerar vendas
  • pontos de venda
  • experiência do usuário/cliente

Do lado do Branding Invisível:

  • visão do presidente
  • treinamento da equipe
  • estratégia de precificação
  • relacionamento com clientes
  • comunicação com a força de vendas/comunicação da força de vendas
  • patrocínios
  • relações públicas
  • escolha de canais de venda

Alguns aspectos podem ser até mensurados com uso de Balanced Scorecard e outras ferramentas de gestão, mas como atribuir valor à visão do presidente? Não é missão para qualquer um, sem dúvida.

Da mesma foram, definir o que, quem ou quando patrocinar não é moleza.

Me lembro quando o Guga (o tenista) se envolveu num imbróglio entre a Diadora e a Olympikus na Olimpíada de Sydney em 2000. Obrigado pelo do COB a usar o unifome oficial da Olympikus, Guga estava amarrado a um contrato que defendia a relação de muitos anos que havia construído com a Diadora. No final das contas, Guga jogou com uma camisa sem marca, somente com os aros olímpicos. O valor que isso teve tanto para a marca quanto para a imagem do Guga foi fantástico. Se me lembro bem, partiu do próprio Guga a iniciativa de defender sua relação com a Diadora, que o apoiava fazia muitos anos.

O jogador demonstrou enorme caráter, e assim fez a marca também quando o desobrigou do uso para que pudesse jogar as Olimpíadas sem ter de comprar uma briga definitiva com o Comitê Olímpico. Este tipo de exposição não tem preço. Quer dizer, tem sim. Patrocinar um atleta durante muitos anos, tanto em momentos bons quanto nos ruins!

A Dell também arriscou e levou a melhor nos anos 80/90 quando escolheu canais de venda diretos com os consumidores, sem distribuidores, revendas e outros intermediários. Grande parte da força da marca nasceu daí.

Vale a pena refletir sobre quais os aspectos da sua marca que a fazem melhor/maior/diferente/exclusiva/valiosa e escolher de que lado do branding está o seu maior valor.

É provável que grande parte do valor nem mesmo você tenha visto ainda…

Peguei a dica no blog do Miguel Cavalcanti, que por sua vez pegou a dica no Twitter do Jordão.

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Sobre Rafael Rez

Fundador da agência de SEO & Conteúdo Web Estratégica, onde atende projetos para algumas das maiores marcas do Brasil e do mundo.

Autor do livro best-seller internacional “Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI”, publicado no Brasil e em Portugal.

Reconhecido como referência em Marketing de Conteúdo do Brasil, atua como consultor, palestrante e formador de opinião na área.

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